Melhores filmes em cartaz (atualizado constantemente)

1) “O Cidadão Ilustre”: Obra-prima. Os diretores argentinos acertaram de ponta a ponta: construção de roteiro perfeita, argumento consistente, tensão crível, humor ácido e inteligente, e atuação impecável do excelente protagonista Oscar Martínez. Brilhante.

2) “Em Ritmo de Fuga”: Excelente! É sempre raro no cinema um filme bem hollywoodiano conseguir a qualidade de um “filme de arte”. O diretor e roteirista Edgar Wright construiu com maestria um thriller de perseguição policial com ótimos atores, boa história e tensão constante. Não chega a ser uma obra-prima como um “Snatch – Porcos e diamantes”, mas diverte com extrema competência.

3) “Lady Macbeth”: Excelente. Um tratado precioso e preciso sobre a perversão. O diretor estreante William Oldroyd conduz com maestria de veterano as sutilezas da história de uma mulher oprimida “virando o jogo” contra uma lógica machista do século XIX. O roteiro é todo pensado em uma linguagem sadomasoquista. Polanski (“Lua de Fel”) aplaudiria esta obra, imperdível.

4) “O Filme da Minha Vida”: Ótimo! O filme começa apenas ok, cresce muito ao longo da projeção, até encerrar com maestria. Selton Mello (de “O Cheiro do Ralo”), o melhor ator do país, vai muito bem como diretor (como em “O Palhaço”), ainda q naturalmente possa evoluir nesta função. Ótimas frases, atuações em muito bom nível, destaque para o personagem do próprio Selton.

5) “Annabelle 2: A criação do mal”: Ótimo! Todos os filmes tocados pelo aqui produtor James Wan (diretor dos excelentes “Invocação do Mal” e “Sobrenatural”) têm alcançado uma excelência diferenciada no geralmente fraco mundo do cinema de horror. Sustos constantes, atmosfera bem criada, enfim, uma pérola para os fãs do gênero.

6) “Monsieur & Madame Adelman”: Muito bom. A história de amor e de vida de um casal atípico, desde a juventude até a morte. Numa pegada bem humorada, quase sátira, o filme trata das idiossincrasias e incoerências das escolhas cotidianas, fracasso e sucesso, nos bastidores da biografia de um grande escritor e sua esposa. Tem um estilo próximo a “Eu, Mamãe e os Meninos”, porém o roteiro escorrega em alguns momentos, comprometendo significativamente o enorme potencial da obra.

7) “Dunkirk”: Interessante. Fotografia de alto nível e, como nos outros filmes de Christopher Nolan, um clássico jogo de idas e vindas cronológicas. A história da guerra atrai o espectador, apesar da pegada excessivamente hollywoodiana sobre os heróis ingleses.

8) EXTRAS IMPERDÍVEIS:

8.1) “O Poderoso Chefão” e “Lisbela e o Prisioneiro” (na Mostra “Cine Fashion Air”)

8.2) “Janela da Alma”

8.3) “César Deve Morrer” (na Mostra “Reinventando Shakespeare”)

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Melhores filmes em cartaz (atualizado constantemente)

1) “O Cidadão Ilustre”: Obra-prima. Os diretores argentinos acertaram de ponta a ponta: construção de roteiro perfeita, argumento consistente, tensão crível, humor ácido e inteligente, e atuação impecável do excelente protagonista Oscar Martínez. Brilhante.

2) “Frantz”: Excelente. Jovem soldado morre na 1a Guerra, deixando seus pais e sua noiva atolados em uma forte melancolia, sobrevivendo “à sombra do objeto perdido” (Freud, em “Luto e Melancolia”). O diretor cult François Ozon apresenta a história de todos estes personagens, abalroados por um suposto amigo do falecido, q traz um pouco de conforto à família, ao contar detalhes da vida do ente perdido. Ozon descreve à perfeição o universo dos personagens – todos obsessivos -, impedidos de continuar com a vida, quiçá do direito a qualquer alegria. Belíssimo, ultra sensível.